23 de dezembro de 2023

Cópias


Já nascemos cópias. Somos um pedacinho do nosso pai e de nossa mãe.
Fomos criados para copiarmos uns aos outros, se duvida experimente olhar para alguém bocejando e tente não copiar (talvez só de ler sobre bocejo e bocejar você ja sinta vontade) 
Nós crescemos e evoluimos copiando algo que alguém já fez, é assim que aprendemos a falar, a andar, a nos desenvolver como pessoa e sociedade. Pra ser quem somos nós precisamos copiar de TANTA gente... 
Sou a cópia das coisas que leio, das séries e filmes que vejo, das músicas que ouço, das pessoas que convivo, do mundo ao meu redor...
Aí agora me pergunto, quantas vezes deixei de fazer alguma coisa, só porque alguém ja tinha feito algo parecido? Quantas vezes abandonei uma pintua, uma poesia, um texto... Não estou dizendo que devemos fazer tudo que todo mundo faz, sermos total cópias das outras pessoas, mas eu não fizer algo que ja foi feito, como vou achar o caminho pra fazer algo NOVO? 
O novo nada mais é do que a junção de várias coisas existentes que foram ressignificadas dentro da gente ♥

(Escrito feito baseado em um texto encontrado em um caderno meu de 2017)

Mah

29 de setembro de 2023

Sobre o ódio...



(imagem daqui: @mari.ilustra)

Eu odeio ver ela daquela forma... 
frágil, 
vulnerável, 
com lágrimas nos olhos
e remoendo palavras 
que ninguém no mundo deveria ouvir.

Eu odeio esse mundo, 
que fala as coisas que ela ouviu calada,
o mundo que tem certeza 
de que é superior ao que difere dele,
que acredita 
que o diferente não deveria sequer existir, 
e que todos deveriam 
ser,
pensar,
agir 
e sentir
extamente como eles.

Odeio esse mundo 
que tem certeza de que ele seria melhor 
sem pessoas como nós.

Odeio que ela ainda não consiga se proteger 
das palavras que esse mundo insiste em jogar em seu colo
odeio que eu não saiba como protege-la também.

Eu odeio esse "deus" deles, 
que prega tanta covardia, 
tanta supremacia, 
tanta superioridade,
tanto ódio...

Como pode 
o ato de amar alguém 
ser assim tão odiado?

~Mah
(29/09/23)

19 de setembro de 2023

O tempo cobra

(desenho retirado de: https://soundcloud.com/jamie-potter-469929741/time-spill)

O tempo me cobra tanto.
E eu acabei pagando,
do jeito que deu

com meus poemas, 
meus desenhos,
minha arte,
(meus sonhos?)... 

E ainda assim,
permaneço aqui 

sem meus poemas, 
sem meus textos que eram tão bonitos, 
sem minha aquarelas 

e ainda assim sem tempo... 

O tempo me cobra tanto... 
mas acho que me cansei.

Vou deixar essas dívidas em aberto, 
ir parcelando essas contas até quando der,
quem sabe não caducam e 
eu não descubro que tenho é tempo de sobra 

Vou deixar de vender minha alma 
 e quem sabe aprender a viver sem tanta cobrança..


(escrito com a culpa e a cobrança de quem deveria estar dormindo 
pois já são 23h55 e amanhã precisa trabalhar)

Mah

24 de outubro de 2018

*Todos De Pé Para Perry Cook - Leslie Connor*


Assim como grande parte dos livros da minha estante, comprei ele pela capa, e quem diria que eu iria me surpreender tanto com esse garotinho nascido em Surprise.
Preciso dizer que comecei a ler sem por muita fé na história, mas conforme foram passando as páginas e fui conhecendo um pouco mais sobre cada um dos personagens não tinha como não se envolver. É uma história sobre o amor, sobre o seu passado e erros que não definirem quem você é hoje. Uma história que ensina a olhar pro outro e não julgar, a olhar para um todo e não somente para a parte que te interessa.
A história toda é basicamente sobre Perry, um garoto de 11 anos inteligente, educado e simpático, assim como a maioria dos garotos da sua idade. A única diferença é que ele nasceu em Blue River, uma penitenciária de segurança mínima na cidade de Surprise onde a diretora permitiu que ele crescesse ao lado de sua mãe, dentro da prisão.
Tudo corria bem até a chegada de Thomas VanLeer, o novo promotor na cidade, que acredita ser um absurdo uma criança chamar uma penitenciaria de lar e decide retira-lo de lá. Perry então, se vê obrigado a ir morar com a família de Thomas e se sente mais preso fora das grades da penitenciária do que dentro dela.
"Todos De Pé Para Perry Cook" é uma daquelas histórias emocionantes, que fazem você sentir um turbilhão de emoções... Uma leitura fácil e extremamente tocante. 

24 de agosto de 2016

Cobertas e descobertas


1:30 da madrugada, 
no silêncio da noite
ouço pássaros ao longe, 
e ao meu lado ouço sua respiração.

Sinto o frio tocar em nossos corpos,
e pra nos protegermos há edredons sobre nós.
Mas sem querer, inconscientemente 
eu te descubro. 

Descubro tua pele, teus braços, seios e pernas,
descubro teu sorriso lindo,
teu olhar intenso e penetrante.
Descubro uma história 
contada pelas linhas do teu corpo,
descubro curvas e linhas onde me perco.
Descubro abismos onde me lanço,
descubro um mundo inteiramente novo

O frio novamente nos toca 
e te cubro novamente,
te cubro de abraços,
de beijos e certezas.
Te cubro de amor,
de frases e poemas.

E assim, cobertas de nós, 
deixamos os pássaros cantarem 
em plena madrugada
pois quando se trata de nosso amor, 
descobrimos que nada é impossível. 

Marininha L.


10 de agosto de 2015

Rezar? Sim, eu rezo!



Um conhecido certa vez me perguntou se eu ainda estava rezando, apesar de não ir mais a igreja da forma que eu ia.

E pense comigo, mas afinal, o que é rezar?

Bom, uma vez me disseram que é uma forma de encontrar-se com o Criador, de contempla-lo, admira-lo e enfim, deitar em seu colo e abandonar-se ao seus cuidados..

E diante de tudo isso, respondi que sim, eu tenho rezado. Não da mesma forma que rezava outrora, com o terço entrelaçado nos dedos e uma oração decorada nos lábio, aprendi a encontrar esse Deus no olhar do outro, no pedido de ajuda, no pôr do sol, no som dos passarinhos cantando num final de tarde, no abraço apertado dos meus amigos, no entrelaçar de dedos com minha garota, naquele acorde bonito que o violino dela faz, num show da banda que eu amo. Eu aprendi a me encontrar com Deus em pequenos detalhes. 

Hoje minha oração se faz em conversas e brigas diária com ele e comigo mesma. Hoje minha oração não precisa de uma igreja, não precisa de um livro cheio de regras, só temos um mandamento: AMAR! Fora isso, outras regras a gente quem faz, JUNTOS e respeitando sempre o único mandamento. E todos os dias onde ele me mostra um caminho caminho e eu digo se quero ou não segui-lo, e quando não quero seguir o tal caminho ele não me repreende, não me abandona por conta disso, pelo contrário, ele senta ao meu lado e juntos buscamos um caminho alternativo onde eu seja feliz.

Então sim, eu rezo todos os dias, desde a hora que imploro pra não chegar atrasada ao meu emprego, até o momento que desacelero o passo para sentir a brisa tocar meus cabelos, da hora que brigo com ele pelo metrô lotado até a hora que no meio de tantos carros e fumaças uma borboleta passa diante dos meus olhos.

Sim, e continuo rezando, uma oração mais pura e verdadeira que eu antes fazia, sem cobranças, sem tantas lágrimas por não conseguir ser algo que não sou, rezo apenas como dois amigos que se amam e passam o dia conversando.

Marininha L.


Música para esse post: 



9 de agosto de 2015

Outros olhos


Tirei meus óculos. 
A princípio,
para que meu rosto pudesse caber melhor em teu ombro.
Mas com isso 
desfoquei o mundo ao meu redor 
foquei totalmente em você

Tirei as lentes do meus rosto.
como uma forma de me desprender, 
de me libertar daquilo que eu vejo,
daquilo que me está distante de mim
daquilo que eu ainda não posso tocar.

E sem as lentes, 
como míope que sou,
pude descobrir e ler o teu corpo como livro em braile
e sentir com meus dedos tudo o que é teu

Eu limitei minha visão.
Propositalmente
para que todos os outros sentidos sincronizassem aos teus
para poder assim te ver com outros olhos
pois como já se diz no livro do Pequeno Príncipe:

"o essencial é invisível aos olhos"

Marininha L.

E a inspiração, para onde foi?



A alguns meses atrás me indagaram o porque não escrevia mais, o que havia acontecido... eu não soube responder, mas me perguntei por onde andava a tal inspiração. E então, observando meus dias, eu notei quanto tempo eu tenho gastado no meu aparelho celular nesse últimos tempos e a relação disso com tudo o que eu sou.

Quantas vezes deixamos de contemplar o mundo real pois estamos conectados, curtindo tudo no virtual? O quanto deixamos de ver e ouvir? 

Descobri que, quanto mais tempo conectados no celulares, tablets e afins, menos tempo temos para estar conectados a nós mesmo, ao que queremos e precisamos, deixamos que o virtual nos diga quem somos e o que precisamos, nós deixamos de nos ouvir.

Não é fácil se desconectar, o virtual é mais fácil, mais leve, nos dá respostas fáceis e rápidas e com essas respostas muitas vezes deixamos de pensar por nós mesmos. E assim a inspiração se vai, os pensamentos se perdem diante de tantas informações que chegam diante de nossos olhos e vamos nos perdendo.

Eu estou na luta, tentando me conectar um pouco mais ao que está off-line e assim me inspirando mais, me encontrando mais, sendo menos virtual e mais REAL!

Feche a janela do computador e deixe a luz entrar em você!

Marininha L

31 de julho de 2015

Desconfio

Desconfio que o amor não acontece quando todas as músicas românticas fazem sentido... Mas sim quando nenhuma música é capaz de expressar esse sentimento tão enorme dentro de nós...

Marininha L.

Teu toque


Em meio a tanta poluição sonora, diante de um mundo tão eufórico eu encontrei você. Em meio a tanta bagunça, os meus dedos entrelaçaram nos seus e num estalo tudo se fez silêncio. 

Teu toque me aquieta, me silencia. Teu abraço me desacelera, me desconecta desse mundo insano e me faz lembrar quem eu sou.

Teu toque vem repleto de significado, me traz de volta a paz e as palavras que os dias dessa vida me tiraram, teu toque me faz florir em pleno inverno.

Marininha L.

Feito o Mar


O amor é feito mar, intenso, inconstante. Hora vem, hora vai, pode ser marola ou tsunami.

O amor é feito mar, não foi feito pra ser preso, você pode coloca-lo num potinho, mas ele deixa de ser mar e passa a ser apenas água e sal, perde sua essência.

O amor é feito mar, é intenso e cheio de vida, repleto de altos e baixos. É preciso ter coragem para sair da orla da praia para se aventurar em águas mais profundas e sabedoria para se manter em alto mar.

O amor é feito mar, que se perde de vista, que não tem início nem final, é onde muitos se aventuram, se perdem, naufragam e descobrem outros continentes, outros mundos. 

O amor é feito mar, que pode te ensinar a viver ou a morrer.

Marininha L.

10 de julho de 2015

Cheiro da Morte


Hoje pela manhã havia um urubu pousado na torre da igreja. 
Possivelmente tenha sentido o cheiro podre daqueles que ali, confessam seus pecados.
De um lado o cheiro daqueles que, voluntariamente, morrem um pouco a cada dia diante do altar para que, de alguma forma, possam renascer em Deus e de outro, o cheiro daqueles que são massacrados diariamente pela religião, como um sacrifício obrigatório, para que encontrem (querendo ou não) a sua "salvação".
Debaixo da torre da igreja, seja como for, emana o cheiro da morte.

Marininha L.

6 de fevereiro de 2014

Carneirinhos

Imagem de Turiel
Sentou-se a próxima da janela,
recostou sua cabeça e admirou.

Dezenas de carneirinhos se juntavam no céu,
como se estivessem ajudando o sol a nascer.

Ela fitou o rebanho e contou, 
um a um...

E depois acordou,
duas estação à frente da qual deveria descer.

Marina L.
Fev/2014

19 de dezembro de 2013

No saguão

Semana passada, chegando na Estação Luz me deparei com uma cena muito triste. O piano que ficava no saguão que dá acesso à estação estava jogado no chão todo estourado, com uma faixa cercando o local e um aviso de que o ato, nada mais foi, do que vandalismo.

Para que m não sabe, esse piano ficava aberto na estação para qualquer um que se sentisse a vontade o tocasse, desde músicos que tocavam grandes arranjos, até os moradores de rua que com simples notas emboladas e perdidas no meio dos sorrisos fazendo os transeuntes parararem para admirar como é possível ser feliz com tão pouco. Doeu ver o piano, que tantas vezes alegrou e distraiu tantas idas e vindas, completamente torto e abandonado no meio do caminho.  

Enquanto desviava do piano para seguir meu caminho me perguntei: "Mas porque não o tiraram do meio do caminho, ou apenas o reergeram?!" e após uma longa relflexão eu entendi. Era preciso que todo mundo visse o estrago, aquele piano no chão era uma forma de protesto.

Engraçado como nós também somos assim, deixamos livre aquilo que temos de mais lindo e caro para as pessoas tocarem, na esperança de que quando um tocar outros sintam a melodia e que isso possa mudar um pouco o mundo. E então, quando menos esperamos surge alguém e te vandaliza, te joga no chão e destrói aquilo que era pra ser de todos e para todos. E mesmo que reerguessemos o que foi quebrado, não funciona mais da mesma forma, então deixamos alí pra mostrar o quanto dói essa destruição.

Depois de dois dias retiraram o piano, e hoje o saguão é apenas um saguão repleto de pessoas correndo para todos os lados e que não param nem quando esbarram uma nas outras. E assim é a vida. A cada vandalismo seja ele qual for, traz uma perda, um silêncio, um vazio, seja no saguão da estação, ou do coração.

1 de junho de 2013

Definitivamente Eu

Sabe aquele texto que você tem a impressão que a pessoa escreveu cada uma das linhas falando de você?! Pois então, esse é um desses textos... Até tentei separar as partes que mais se encaixavam comigo, mas o texto todo faz isso, então aí vai ele completo:


"Definitivamente eu"
"Ela era totalmente maluca. Um pouco fora dos padrões femininos. E ela não se preocupava nenhum um pouco com isso. Não tinha o costume de ligar para dizer que estava com saudades, nem mandar mensagens de boa noite. Mostrava suas opiniões como quem se dá algo emprestado, mas não gostava de pedir nada em troca. Achava as pessoas chatas, bobas, mal educadas, insensíveis e não via graça na maioria das coisas que elas faziam. Não demonstrava sentimentos, embora era carente deles. Não tinha medo, embora não deixasse as pessoas se aproximarem logo de começo. Ela reconhecia a sua personalidade, tinha sempre uma explicação na ponta da língua para as suas atitudes e várias desculpas para as suas mentiras.

Aquela moça era feita inteiramente de sonhos, embora já tenha desistido de alguns. Trocava de lugar quando algo não lhe fazia bem. Era justa nas suas decisões, pois sabia que mais ninguém além dela mesma saberia o que te faria bem. Era determinada e um tanto indecisa. Partia, voltava, partia, voltava, até que um dia ela partiu e nunca mais voltou. Tinha explicações para tudo, até mesmo para a sua falta de explicação. Às vezes ela perdia o controle quando percebia que alguém tentava mudar a sua direção. Mas logo tomava o rumo de toda a situação. Não gostava de desperdiçar as horas deitada na cama. Ela era movida a uma energia sem explicação. Não aparentava ter a idade que tinha e gostava disso, pois não se sentia bem ao lembrar da sua obrigação.

Fria, calculista, ácida. Engoliu besteiras a vida toda, hoje ela vomita sinceridades na cara das pessoas. O que ela tem de errado ela não concerta, pois sabe que pode perder a graça sendo certa. Tomava decisões e se embriagava de desafios. Perdia-se a cada mudança e logo se encontrava nas próprias esperanças. Não gostava de esperar. Sentia sono ao acordar. Sabia separar cansaço com desânimo. Tinha os pés no chão mas percorria com velocidade as nuvens de algodão. Adorava dias de Sol, mas por dentro era constante as tempestades de emoção.

Ela tinha um olhar penetrante, um sorriso sincero e um tanto sem jeito. Sensível, descobriu que gostava de tristeza, de escrever sobre ela e de afogar nos seus próprios dramas. Reclamava das coisas por costume. Era intensa nos seus sentimentos, fiel nos seu compromissos, dava conselhos mas não os seguia. Descobriu com o tempo que demonstrar suas dores era colocar a sua própria vida em risco. Mas não adianta, sua teimosia falava mais alto. Ela espalha por aí na ponta do lápis e na tela de um computador a sua dor e a sua felicidade. Ela se define mas não se limita, pois ela é totalmente fora dos padrões de limite."

Escrito por: Maíra Cintra

5 de abril de 2013

Acordar - Álvaro de Campos


Eu adoro todas as coisas 
E o meu coração é um albergue aberto toda a noite. 
Tenho pela vida um interesse ávido 
Que busca compreendê-la sentindo-a muito. 
Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo, 
Aos homens e às pedras, às almas e às máquinas, 
Para aumentar com isso a minha personalidade. 

Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio 
E a minha ambição era trazer o universo ao colo 
Como uma criança a quem a ama beija. 
Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras, 
Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo 
Do que as que vi ou verei. 
Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações. 
A vida é uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos. 
Penso nisto, enterneço-me mas não sossego nunca. 

21 de março de 2013

Então é


“Porque amor é justamente isso, é ficar inseguro, é ter aquele medo de perder a pessoa todo dia, é ter medo de se perder todo dia. É você se ver mergulhado, enredado, em algo que você não tem mais controle.”
Fabrício Carpinejar. 

20 de março de 2013

Saiba...


Sinto que posso amá-la. Sinto, não garanto que poderia realmente fazê-lo. Quero-a, mas tenho vergonha de manter o olhar fixo no dela, meu rosto cora e não consigo reunir meia dúzia de palavras inteligentes para lhe corresponder. Ajo feito boba. Sempre a perco em todas as chances que ela me dá para ganhá-la. Não sou boa em conquistas, sou melhor em perder territórios.

Texto original de: Cáh Morandi

Sim...

Eu encaixo certinho no teu abraço. É um pouco tímido ainda, é um pouco frio ainda, mas sei que tenho meu lugar no mundo. Seu olhar me procura na multidão, sempre me encontra. Sua mão segura meu pulso no meu passar, volto para te firmar. Tenho medo do que posso sentir, tenho medo de te dizer sim. Só não quero deixar de ir, de retribuir teu gesto discreto, teu riso ingênuo. Te levo como meu último pensamento antes de dormir.

Sim, isto é para você.

Cáh Morandi

24 de fevereiro de 2013

Desculpa..

Desculpa, queria poder te dizer que gostei muito de ficar com você nesta noite e que mal vi a hora passar dizer que adoro teu sorriso, essas suas bochechas fofas e do jeito que seu cabelo quanto ele fica enroladinho assim... Dizer que gosto do jeito que você me faz dar risada, dos mil e um assuntos que conversamos, de como você fica brava quando falo que você mora no interior ou que é menor do que eu.... Enfim, listando agora percebi que tem bem mais coisa que gosto do que eu havia percebido... Mas não posso te dizer tudo isso... Porque eu não quero te iludir, não quero te machucar, acho até que isso me machucaria também.

Mas entenda, eu sou alguém bem complicada, alguém que passou uma vida toda tentando não gostar de ninguém e que há um tempo percebeu que já não sabe bem como fazer isso. Pois é, eu desaprendi a gostar das pessoas (ou talvez eu nunca nem soube o que é isso de verdade), desaprendi a me deixar envolver por alguém.

Eu sou uma confusão em forma de mulher, eu mesma não me entendo, não sei o que sinto ou o que quero. Pode-se dizer que você me conheceu numa fase, onde minhas estruturas haviam sido todas derrubadas e que agora estou aprendendo a me reconstruir... Eu sou uma bagunça e tenho medo de te colocar no meio disso tudo, talvez não tenha lugar pra você, ou talvez ele ainda não esteja pronto.

Desculpe, eu queria mesmo poder dizer tudo que penso sobre você, mas na verdade nem eu mesma sei dizer o que penso ou sinto... Só sei que eu realmente não queria ir embora hoje e que espero que a semana passe logo pra eu te ver na semana que vem, com esse seu sorriso tão lindo pra mim... Sei que eu nunca sei ao certo como agir quando estou com você, mas que no fim fica tudo absurdamente natural que me encanta... Sei que talvez seja cedo demais pra dizer tudo isso... Então... Desculpe, mas não vou te dizer. Não hoje, não agora... Vamos deixar o tempo passar e nos mostrar o que isso vai se transformar, deixa eu tentar me reconstruir... Mas por enquanto, apenas me desculpe...

Marininha L.
24/02/2013

13 de fevereiro de 2013

Chuva de Verão...


Hoje, após algumas situações bem dolorosas do dia, ouvi uma música que comparava a dor a uma chuva de verão... que vem forte, mas vai embora tão rápido quanto veio..

Mas o que esse cantor talvez não tenha notado, é que dentro de algumas pessoas (eu, por exemplo) existe uma cidade mal projetada, que foi construída completamente errada. Tem coisa demais no lugar errado, invadindo encostas que deveriam ser preservadas, impedindo o escoamento da dor, um trânsito desgraçado de sentimentos em alguns horários do dia (apesar de que ultimamente está impossível transitar independente do horário, basta uma colisão boba na via principal e pronto, já trava tudo). Em pessoas assim essas chuvinhas de verão podem causar um estrago terrível, alagamentos, deslizamentos, quedas de árvores que a anos estavam ali plantadas (algumas com raiz e tudo), mortes, enfim, prejuízos internos incontáveis...

E o pior, chuva de verão não vem uma ou duas vezes por estação... Ela vem quase todos os dias, e então quando você finalmente começa a se recuperar da última, vem vindo uma nova acabar com tudo de novo...

Desculpe, eu achei linda a música, de verdade... Mas essas chuvas de verão aqui dentro, tem feito um estrago absurdo, e enquanto eu não conseguir construir alguns piscinões ou coisas do tipo, e colocar as coisas no seu devido lugar, qualquer chuva um pouco mais forte é suficiente pra me desorientar...

Marininha L.
13/02/2013

31 de dezembro de 2012

Correios..


Dezenas de cartas, frases e surpresas de amor...
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.
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Sem destinatário

Marininha Li

29 de dezembro de 2012

Medo maior....


“Meu maior medo é viver sozinho e não ter fé para receber um mundo diferente e não ter paz para se despedir. Meu maior medo é almoçar sozinho, jantar sozinho e me esforçar em me manter ocupado para não provocar compaixão dos garçons. Meu maior medo é ajudar as pessoas porque não sei me ajudar. Meu maior medo é desperdiçar espaço em uma cama de casal, sem acordar durante a chuva mais revolta, sem adormecer diante da chuva mais branda. Meu maior medo é a necessidade de ligar a tevê enquanto tomo banho. Meu maior medo é conversar com o rádio em engarrafamento. Meu maior medo é enfrentar um final de semana sozinho depois de ouvir os programas de meus colegas de trabalho. Meu maior medo é a segunda-feira e me calar para não parecer estranho e anti-social. Meu maior medo é escavar a noite para encontrar um par e voltar mais solteiro do que antes. Meu maior medo é não conseguir acabar uma cerveja sozinho. Meu maior medo é a indecisão ao escolher um presente para mim. Meu maior medo é a expectativa de dar certo na família, que não me deixa ao menos dar errado. Meu maior medo é escutar uma música, entender a letra e faltar uma companhia para concordar comigo. Meu maior medo é que a metade do rosto que apanho com a mão seja convencida a partir com a metade do rosto que não alcanço. Meu maior medo é escrever para não pensar.” 

— Carpinejar, trecho de Pais e filhos maridos e esposas II.

Estou a caminho!

Eita ano complicado esse! Passou doendo, rasgando, levando embora partes de mim que eu imaginava serem imprescindíveis pra viver, mas que depois de muito sangrar e chorar, notei que sou capaz de viver sem elas. 

Foi um ano que me desestruturou e me tirou tudo aquilo que acreditava ser meu, mas não era. Pois é, 2012 me ensinou muito, me mostrou como ser eu mesma, como respeitar meus sentimentos, e que sim, eu sou livre para viver o que sinto! Mas com isso me trouxe ensinamentos muito dolorosos, como o fato de que às vezes perdemos pessoas que amamos porque deixamos de ser quem elas queriam que fossemos, para sermos quem verdadeiramente somos.

É... Esse também foi o ano que me mostrou quem realmente estava ao meu lado. Algumas pessoas se afastaram aos poucos e quando notei já tinha um abismo entre nós, outras me mostraram uma face que jamais imaginei que tivessem, cheias de arrogância e prepotência... Já algumas outras infelizmente se foram pelos puros pré-conceitos da vida... E dos muitos amigos, sobraram poucos, muito poucos... 

Sim, esse ano eu conheci muita gente também, curti muito, fiz muita coisa que me privei durante uma vida toda. Aprendi a respeitar meus limites e minhas fraquezas... E talvez tenha chegado um pouco mais perto de quem realmente seja a Marina.


Nesse ano aprendi a dançar pela vida, a ouvir a batida e deixar que a vida me conduzisse por onde fosse preciso... Errei muitos passos, pisei no pé de muita gente, mas fazer o que!? Ainda sou nova nisso, pois sempre achei a trilha sonora da minha vida errada e insistia em dançar as músicas alheias... Mas nesse 2012 finalmente entendi que cada um é cada um e que se minha vida toca uma samba, não adianta tentar dançar forró... É preciso ser e amar quem se é, e a partir de então, tropeçando ou não tento dançar no meu próprio ritmo! E como li em algum lugar por aí: "aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam ouvir a música"... 

Pois é, graças a Deus 2012 finalmente está acabando... E que com ele, possa realmente ir embora cada uma dessas pessoas que não acrescentam nada em minha vida, que só servem pra me apontar o dedo e dizer que estou errada, e que eu SAIBA deixa-las para trás. E que eu, possa crescer cada vez mais, me aproximar de mim mesma, me respeitar e me amar... Aprender a amar e fixar meu olhar nos que ficaram. Que as marcas dos que se foram não me impeçam de fixar o olhar naqueles que ainda estão aqui, pois quando muitos se vão, a gente começa a acreditar que ninguém vai ficar... E eu espero que 2013 me ensine o contrário... Eu realmente espero isso... Mas se, de alguma forma, não sobrar ninguém, que eu esteja forte o suficiente para não desacreditar no mundo.

Que venha 2013, que venham novas pessoas, novos sonhos e novos horizontes, pois um coisa eu sei, a Marina nova já está a caminho desse 2013..

Marininha Li
29/12/201

11 de novembro de 2012

Transformando...


“Ando muito só, um tanto assustado, e com a esquisita sensação de que tudo acabou. Ou pelo menos está se transformando — e radicalmente — em outra coisa. E tão vago, não sei sequer dizer do que se trata.”

— Caio F.

31 de outubro de 2012

São Miguel

Eu a encontrei no caminho para casa, trazia junto dela uma beleza rara. Na pele, desenhos e brincos, no rosto um sorriso sincero e no olhar um brilho intenso.
Em seu braço trazia uma chave, de ouro, rubi e esmeraldas... Desconfio que com ela seria capaz de destrancar esse meu velho e surrado coração.
A ouvi dizer que não possuía nem emprego e nem dinheiro... Ah se ela soubesse o trabalho que deu ao meu coração.
Dessa menina, não sei nem nome e nem sobrenome, não sei signo, gosto ou idade, não sei onde mora, o que lhe encanta, ou se namora, dela não conheço as dores... Dessa menina só sei as cores.
Peço a São Miguel que me ajude, para que um dia nossos caminhos se cruzem e que nesse dia, esse meu coração tão amador, me permita não parar no raso, mas seguir com ela até o fim, para que assim eu possa mergulhar nela e ela em mim.

Mari L.
30/10/12

12 de agosto de 2012

Obstáculo









“O maior obstáculo para eu ir adiante: eu mesma. Tenho sido a maior dificuldade no meu caminho. É com enorme esforço que consigo me sobrepor a mim mesma.” 

Clarice Lispector

Antes de Julgar


Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter… calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.”

Clarice Lispector.

5 de agosto de 2012

Livra-me Senhor...


Não tenho muito além de uma certa fé - não sei se em mim, se numa coisa que chamaria de justiça-cósmica ou a-coerência-final-de-todas-as-coisas. Preciso agora de tua mão sobre a minha cabeça. Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. Que eu continue alerta. Que, se necessário, eu possa ter novamente o impulso do vôo no momento exato. Que eu não me perca, que eu não me fira, que não me firam, que eu não fira ninguém. Livra-me dos poços e dos becos de mim, Senhor.

- Caio F.

29 de junho de 2012

Um pouco mais de mim..

“Sou uma metralhadora de dúvidas. Tenho fortes mudanças de humor. Passo a não gostar de certas pessoas com muita facilidade. Tenho algum foco obcecado com vingança. Detesto caras que vivem para partir corações de garotas. Você não quer se machucar, certo? Então não tente me entender, ou controlar.”

Desconhecido

15 de junho de 2012

Doença



“Uma fraqueza por dentro, assim feito dor nos ossos, principalmente nas pernas, na altura dos joelhos. Outro sintoma é uma coisa que chamo de pálpebras ardentes: fecho os olhos e é como se houvesse duas brasas no lugar das pálpebras. Há também essa dor que sobe do olho esquerdo pela fronte, pega um pedaço da testa, em cima da sobrancelha, depois se estende pela cabeça toda e vai se desfazendo aos poucos enquanto caminha em direção ao pescoço. E um nojo constante na boca do estômago, isso eu também tenho. Não tomo nada: nenhum remédio. Não adianta, sei que essa doença não é do corpo.”

(Caio Fernando Abreu)

Quero Dizer...


“Quero dizer da dor de não ter sido igual a todos. Minha alma velha buscava entendimento. Quero dizer da dor mas não sei dizer. Estou sangrando por todos os buracos.”

Hilda Hilst

31 de maio de 2012

Preciso de alguma coisa... e pra ontem...

Ando cheia de vazios ultimamente. Tentei comer alguma coisa, mas não era fome. Aí comecei a ler um livro, mas não era tédio. Tava precisando de alguém, só podia ser isso. Então fiquei com um cara, mas não era carência. Ou era tudo junto, não sei. Só sei que as coisas me enchem ou me faltam demais e eu não consigo achar um equilíbrio. Não tô dando conta de mim e ninguém mais dá também. Ás vezes tenho um corpo, ás vezes uma alma, mas nunca os dois. E pela metade assim não me basta, pouco nunca me roubou a solidão. Na cabeça passam mil filmes, tenho milhares de conversas comigo mesma todos os dias, ensaio falas que nunca são ditas, quase enlouqueço. Ou já enlouqueci. O coração vai batendo cansado, sem motivo pra acelerar. Talvez eu precise de alguém pra ocupar os pensamentos e todo o resto. Talvez eu só esteja em crise e precise melhorar minha relação comigo mesma, me conhecer mais a fundo. Ou conhecer novas pessoas, sair da rotina. Só sei que eu preciso de alguma coisa e preciso pra ontem. Me tira dos dias iguais, da medida de sempre, caminho de sempre, do nada. Me tira da linha, que eu sei o caminho de volta. Quem sabe eu volte em breve ou não volte mais.

Marcella Fernanda

26 de abril de 2012

Trago o mar em mim, no nome e na alma.


Certa vez, buscando conhecer a origem dos nomes, descobri que o nome Marina significa aquela que vem do mar. E não é o que o tal nome tem tudo a ver comigo, ou eu que teria a ver com ele? Enfim, o importante é que assim como o mar sou inconstante, indecisa, intensa. Ora venho, molho teus pés, trago conchas, peixes, algas, dentre tantas coisas que tenho em mim, mas logo em seguida te deixo, volto pro meu interior levando um pouco do que deixaram em minha orla. Minha maré ora é mansa, ora bruta, dependo do tempo, da lua, enfim, de tudo que me cerca, e qualquer tremor no meu mais profundo ser, é o suficiente para me fazer transbordar, às vezes causar um tsunami  que destrói o que estiver pela frente para depois voltar pro meu interior trazendo parte do que destruí comigo (e isso às vezes me polui mais do que imaginam).

Pra me conhecer de verdade é preciso mergulhar, e pra mergulhar é preciso navegar pro meu interior. Mas cuidado, não é todo mundo que suporta meus altos e baixos sem se enjoar, e estar dentro de mim durante uma tempestade exige muito esforço e prática de qualquer um. A menos q você tenha mergulhado, pois lá no fundo tudo parece mais calmo e a tempestade parece não fazer tanto estrago quanto na superfície  (mas não se esqueça que quanto mais fundo mais estranho são os seres que se encontram em mim).

Marina, nome que me faz trazer o mar pra dentro de mim, me faz ser um pouco do mar.

Eu também sei ser porto se precisar, posso ser seu sustento, sua diversão, mas caso queira se aprofundar, cuidado, pois pode não conseguir voltar, pois sei que sou traiçoeira às vezes e tenho o hábito de levar para longe, aqueles que sem experiência em mim adentram.

Em mim tem vida, muita vida. Tem vida até nos lugares mais escuros e frios, onde poucos conseguem chegar e por mais que você desbrave minhas águas, jamais me conhecerá por inteira, sempre trarei algo novo quando menos esperar (e nem sempre esse algo é bom).

Trago no fundo, bem lá no fundo algo como petróleo, escondido e que se não for retirado e tratado com o devido cuidado serve apenas para poluir, mas quando retirado e tratado da forma correta vale muito. Portanto cuidado com a forma que perfura minha alma ou você pode poluir tudo dentro de mim e com isso todo mundo sai perdendo, pois deixo de ser porto, de ser diversão e sustento, me perfurar da maneira errada pode matar muita coisa dentro de mim, inclusive você.

Sou misteriosa, indecifrável, ora venho ora vou... Sou de lua, ora recuo, ora transbordo. Mesmo sendo uma, posso ser completamente diferente, dependendo da onde me vê e de como me trata, mas a minha essência sempre será a mesma, água e sal (como as lágrimas). Trago em mim a intensidade das águas na praia e a calmaria do mar profundo.

Marina L.
25/04/12

20 de abril de 2012

Alternativas



De uns tempos para cá tenho olhado para meu passado e analisado o que realmente valeu a pena (crise dos 25 será?!), e infelizmente me deparei com tanta coisa que deixei de fazer por medo das consequências, tantas coisas que faziam meu coração bater mais forte, mas que por medo ou por não ter a menor ideia de como lidar com aquilo eu simplesmente não vivi. Talvez por isso tenho andado tão mais intensa que o normal, nesse desejo de viver tudo que está ao meu alcance como se essa fosse a ultima oportunidade para se fazer isso (e talvez seja mesmo).
Passei tempo demais sendo aquilo que o mundo queria que eu fosse, deixando aquilo que havia de mais lindo em mim morrer por medo de não ser aceita. Não que esse medo não exista hoje, mas tenho me descoberto um bocado mais livre para ser quem eu sou ou quem eu quero ser (não que eu saiba exatamente quem sou e quem quero ser)
Sempre tomei as minhas decisões pela razão, por mais que eu seja tão cheia de sentimentos, sempre mandava-os ficarem fora das minhas decisões e por fim tinha que lidar com todos os sentimentos envolvidos em agir pela razão.. complicado não?! Mas pra que simplificar a vida se eu posso dificultar?!
Cansei de olhar para meu passado e me arrepender de tudo que não fiz, de tudo que não fui e de tudo que poderia ter vivido e não vivi. É hora de fazer uma nova história, se for pra me arrepender que seja das coisas que FIZ.
Chega de ouvir o que os outros querem de mim e descobrir o que eu quero pra mim, optar pelo que eu quero, mesmo sabendo de todas as consequencias que isso trará.. É hora de ser feliz! :D

Marina L.
20/04/2012

30 de março de 2012

A equilibrista...


E depois de tantas quedas do fio da corda bamba, quase pensei em desistir... Quando olhei para a ponta de lá e vi um futuro lindo a me esperar de braços e sorriso abertos, respirei fundo, equilibrei minha fé e fui.

(Karla Thayse Mendes – 19/02/12)

Ai que confusão!

Na cama, à noite, enquanto penso em meus muitos pecados e em meus defeitos exagerados, fico tão confusa pela quantidade de coisas que tenho que analisar que não sei se rio ou se choro, dependendo do meu humor. Depois durmo com a sensação estranha de que quero ser diferente do que sou, ou de que sou diferente do que quero ser, ou talvez de me comportar diferente do que sou ou do que quero ser.
Minha nossa, agora estou confundindo você também.

(Trecho do livro O Diário de Anne Frank)

20 de março de 2012

Amadurecimento


“Hoje, estou mais madura e um pouco mais serena. Entendi que não tenho que provar nada, nem ficar tentando agradar sendo quem não sou. Eu sou essa que você está vendo e, sim, tenho falhas. E, sim, sou pura emoção.”

Clarissa Corrêa

19 de março de 2012

Vontades..

“Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber.”

 Caio Fernando Abreu.

13 de março de 2012

Hoje não quero falar...


Hoje não quero falar, não quero socializar, não quero jogar conversa fora... Não quero forçar o riso, nem o choro, não quero forçar a vida a andar... quero sentar, só um pouco e ver a vida passar..
Não, hoje eu não quero falar... até porque as palavras não tem feito muito sentido, ou melhor, muita coisa não tem feito sentido.
Deve ser essas drogas de homônimos que todos os meses me torturam, ou talvez não, afinal tem sido cada vez mais difícil me decifrar...
Hoje eu só quero escrever, escrever até essa sensação de desconforto passar...
Hoje também não quero discutir, não quero brigar, nem bater boca... hoje quero silêncio, quero equilíbrio, quero paz. Quero silenciar por dentro pra ver se de alguma forma silencio por dentro.
Hoje eu quero companhia, de alguem que me abrace e me dê colo, preciso de um sorriso sincero e de um cafuné que me transmita serenidade...
Pois é, hoje não quero falar, quero apenas a presença de alguém que possa silenciar comigo...

Marina L.

25 de fevereiro de 2012

Das coisas que preciso aprender...

Retirado da página: Retalhos

Quase...

"Quase salva, 
quase bem, 
quase fazendo sentido. 
Mas não de verdade..."


Fal Azevedo

20 de janeiro de 2012

Transbordar






Havia tanto sentimento nela,
que por vezes transbordava.
As vezes por um sorriso,
outras por uma lágrima...
mas quase sempre,
ela transbordava palavras.

Marina L.

Colecionadora

Ouvi dizer que..

Efeitos colaterais


Olhar perdido no horizonte,
um sorriso bobo no rosto,
borboletas no estomago...
É, pensar em você
me causa efeitos colaterais..

Marina L.

Involuntário...



E pensar nela,
lhe causava um sorriso involuntário no rosto...

Marina L.

A moça...

Trazia em si todos os sonhos do mundo, 
carregava com ela o peso e a beleza de não ser comum...
Dentro dela, todos os desejos eram misturados 
e ela gostava da cor que essa mistura formava.
Tinha no olhar um ar misterioso,
repleto de dores e alegrias, amores e rancores,
indecifrável até mesmo para ela...
E no peito,
ah, no peito ela trazia um coração repleto de sonhos
e uma crença incansável  de que tudo poderia ser melhor.
Seu coração não batia simplesmente,
era como se ele regesse uma orquestra dentro dela 
e cada pulsar preenchia aquela moça,
com uma linda vontade de viver.

Marina L.

Procurei por aí...

Procurei por aí, 
o teu sorriso, o teu olhar, a tua voz. 
Em todas as bocas, era teu gosto que buscava. 
Em cada toque, era a tua pele e as tuas curvas que meus dedos desejavam.
E eu, que busquei tanto me encontrar, 
descobri que meu maior desejo era me perder em teu olhar... 
Então parei de buscar e voltei, 
voltei para aquilo que na verdade nunca deixei.
E foi quanto me perdi em você, 
que finalmente encontrei 
a parte mais bonita e mais livre de mim.

Marina L.

14 de janeiro de 2012

Caderno

Sentia falta das palavras,
da poesia pulando no peito,
das rimas correndo as veias...
Mas o desejo de transformar sentimentos em palavras,
esse permanecia com ela, sempre...
Mas o caderno permanecia em branco...

Marina L.

Silêncio...

Ela estranhou, mas mais uma vez fechou os olhos e ouviu... Havia silêncio dentro dela! O mundo podia gritar o quanto quisesse, mas dentro dela havia um silêncio que ninguém tocaria.
A quanto tempo ela não ouvia seus pensamentos silenciarem, a quanto tempo ela não se sentia em paz consigo mesma. E por isso mesmo, mais uma vez, ela respirou fundo, fechou os olhos e ficou ali, dentro de si, dentro daquele silêncio tão bonito de se ouvir... e sorriu!

Marina L.